sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dízimo era só alimentos? Jesus era dizimista?

Meu caro Infiel em respeito a nossa amizade e amor de sua alma, escrevo essas humildades palavras, pois ultimamente venho notando que sua vida está rodeada de controvérsias em relação a dízimos e ofertas.
Concordo que não há uma grande quantidade de versículos a respeito do dízimo no Novo Testamento. Mas também não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição.
O que significa a palavra Dízimo? É referente à décima parte de um todo.
Vamos responder a algumas perguntas em relação a Dízimos:
1- Jesus foi Dizimista? Precisamos andar nos passos de Jesus? O que faria Jesus em seu Lugar seria um dizimista?
Jesus foi educado num piedoso lar judeu, e os judeus piedosos eram dizimistas. Jesus declarou que não veio ab-rogar a lei e os profetas, mas cumpri-los. (Mt 5.17). O dízimo é ensinado tanto na lei como nos profetas.  Jesus em seu ensino elevou o nível moral em relação ao assassinato , adultério e  juramento. Pergunto eu será que Ele ficaria satisfeito, em matéria de contribuição, com um padrão inferior ao dízimo?
 Os inimigos de Jesus tentaram convencê-lo de que estava violando a lei, por exemplo, no caso da observância do Sábado. Não será estranho que eles nunca o tivessem acusado de violar a lei do dízimo, se Ele não o praticasse?  O Talmude proibia que um fariseu zeloso sentasse a mesa com outro fariseu não dizimista. E os fariseus sentaram-se à mesa com Jesus.
“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”  (Mt 5:20)
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”
Os fariseus davam dizimo até de temperos, será que dando esmolas para a obra de Deus estaremos excedendo a Justiça dos fariseus?
Resumindo Jesus era dizimista. Ser cristão é seguir o exemplo de Jesus.
2- O dízimo foi instituído na lei? Era ele só alimentos?

E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. Gênesis 14:18-20
Aqui o dízimo aparece uns 400 anos antes da lei, e sem mandamentos divino (Gálatas 3:17), se o dízimo apareceu, na história do povo de Deus, tanto tempo antes da lei, certamente, não é criação sua, e muito menos, sua exclusividade. Mas pensemos um pouco a respeito da pessoa de Abraão e a sua relação para conosco. Abraão é nosso pai na fé, todo o cap. 4 de romanos nos faz esta revelação, o ver 16 desse capítulo diz precisamente o seguinte “portanto, é pela fé, para que segundo a graça, afim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós”. Paulo escreveu em (Gálatas 3:7-9), “sabeis, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão, ora tendo a escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o Evangelho a Abraão, dizendo todas as nações serão benditas em ti, não parece dúvida! os crentes de todo o mundo são filhos do crente Abraão! e Abraão pagou o dízimo! Dele nós temos esta herança de benção; além da herança da fé. e note-se Abraão pagou dízimo quando estava na incircuncisão, isto é, quando ainda era gentio. portanto o dízimo nada tem haver com a lei no tocante a sua origem, pois surgiu muito antes dela, arranque-se da Bíblia todo o conteúdo da lei e ainda fica o Dízimo, na sua íntegra exatamente na parte que nos toca a fé e a justiça de Abraão, de quem, espiritualmente, descendemos.

(Hebreus 7:14) o sacerdócio de Melquisedeque era tão grande que o fez maior que Abraão, Cristo é maior que Abraão, do que Moisés, e mais sublime do que os céus: o sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio de Levi (da lei) e se prende diretamente a Cristo. Não há dúvida o sacerdócio de Cristo nada tem a ver com o sacerdócio de Levi, de Arão ou da lei. O sacerdócio de Cristo é o sacerdócio de Melquisedeque.

Realmente, os dízimos foram dados para o sustento dos levitas (Números 18:24). Mas, no Novo Testamento, Paulo mesmo disse (fazendo menção aos que cuidam do templo – os levitas) que os que pregam o evangelho devem viver do evangelho (independente do tipo de moeda que circule):
“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” 1 Coríntios 9:13-14.
É bastante claro que aqui Paulo trata do sistema de dízimos, pois, menciona o trabalho dos levitas (que você mesmo reconhece ser mantido pelos dízimos) para ilustrar e ensinar que os que pregavam o evangelho nos dias dele também deveriam ser mantidos pelo dízimo! E, nos dias de Paulo, além de produtos agrícolas, já havia dinheiro em circulação (e nem todos viviam mais da agricultura apenas). E hoje, como uma pessoa que prega o evangelho irá viver somente com produtos agrícolas na nossa sociedade capitalista? A moeda é outra, e, portanto, devemos dizimar com o tipo de dinheiro que temos disponível.

Sou dizimista (não com produtos agrícolas, pois, não trabalho com eles) e muito abençoado por Deus. Essa experiência particular que cada dizimista tem é a maior prova (e um argumento irrefutável) de que o sistema de dízimos (praticado com sinceridade de coração e da maneira correta) é apoiado por Deus.

Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”. Malaquias 3:8.

Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (1 Co 4.7; Tg 1.17; Sl 24.1; Êx 13.2), inclusive o dinheiro (Ag 2.8,9).

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Respeito Todas as Religiões

Minha amiga querida
Tenho muita consideração por você  e admiro muito sua inteligência, o texto ficou excelente de um ponto de vista pós-moderno.
Só que suas ideias não passam de um grande sofisma (mentira com cara de verdade) por que?
Vamos definir a palavra respeito:
Respeito = consideração, deferência, reverência.
Consideração = Reverência, apreço ou estima que se expressa por uma pessoa ou por alguma coisa; deferência.
Deferência = Preocupação, zelo; atenção às necessidades ou aos assuntos de outrem.
Reverência = A reverência é um sentimento de amor e respeito profundo.
Acredito sim no respeito, mas por pessoas, por quê?
Por que como podemos apreciar, zelar e amar profundamente a mentira?
Respeito todas as religiões é a falácia pós-moderna, pois não existe uma pessoa que se for pensar profundamente vai chegar a tal conclusão.
Como podemos considerar, apreciar, zelar e amar profundamente a ideia de radicais islâmicos que matam pesando que estão servindo a Deus, ou religiões que sacrificam crianças para espantar mau espíritos, não precisamos ir muito longe no brasil a religião indígena que enterra VIVAS crianças que nascem deficientes pois acreditam que não tem alma?
É um absurdo pensarmos que estamos respeitando todas as religiões por não queremos nos posicionar, e ser moldados pelo padrão do politicamente correto.
Tolero, Considero, aprecio, zelo e amo profundamente o ser humano, mas suas ideias erradas sobre quem é Deus, sobre o que é certo e errado não posso concordar e ser cúmplice.
Ser cúmplice é contribuir de forma consciente, direta ou indiretamente, com o erro, é  dar oportunidade, favorecer,  fazer vista grossa, se omitir e até defender o erro praticado. Estas atitudes nos afastarão de Deus e da Sua vontade e nos aproximará do projeto diabólico de destruição de nossas vidas. O Senhor nos orienta: “ E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.” (Efésios 5:11)
Amar não é ser cúmplice,  amar é aconselhar, corrigir,  reprovar a atitude  e  disciplinar,  para que o envolvido no erro tenha a devida chance de mudar de atitude interior e exterior e acorde para o erro que cometeu, ou  está cometendo, e assim volte-se para Deus, conserte  os erros que cometeu e passe a ter um novo estilo de vida. A Palavra de Deus nos orienta:“ Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,  disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade,” (2 Timóteo 2:24-25 ).
"Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver. O que vale não é o quanto se vive... mas como se vive... Para ter inimigos, não precisa declarar guerras, apenas diga o que pensa. Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele."

Martin Luther King

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Onze Conselhos aos Pastores Iniciantes - Por Dr. Joel Beeke

1. Ore, ore, ore. Jamais tome sobre si mesmo nenhuma responsabilidade da igreja sem temperá-la com oração. Lembre-se do conselho de John Bunyan: “Você pode fazer mais do que orar depois de ter orado, mas você não pode fazer nada mais do que orar até ter orado”. 

2. Estude, estude, estude. Mantenha-se nos pastos verdejantes da verdade em seus estudos. Conserve o seu hebraico e o seu grego. Prepare os seus sermões com muito cuidado. Escreva alguns artigos ou alguns livros para aprimoramento pessoal. Participe de algumas das conferências e seminários de que vale a pena participar, tão comuns em vários locais hoje. Volte ao seminário para estudar um pouco mais. Faça questão de trabalhar de forma que sua mente seja expandida. 

3. Pregue, pregue, pregue. Empregue o melhor da sua energia e vida, como Paulo, pregando Jesus Cristo (1 Co 2.2). Pregue com frequência. E quando o fizer, pregue de forma bíblica, doutrinária, experimental e prática. Pregue com paixão, apresentando a Palavra da vida “como um moribundo falando com outros moribundos”. 

4. Seja um modelo, seja um modelo, seja um modelo. Seja um modelo da verdade bíblica para com sua esposa, sua família, para com os que trabalham com você na igreja, sua congregação, e para com seus vizinhos. Decida-se, como Thomas Boston, a espalhar o perfume de Cristo onde quer que você vá. Como Robert Murray M’Cheyne, ore que o Espírito Santo possa torná-lo tão santo na terra quanto é possível que um pecador perdoado seja santo. Ore para que sua vida seja uma “carta viva”, seus sermões sejam escritos em sua vida prática. 

5. Delegue, delegue, delegue. Não dê aulas a todas as classes na sua igreja. Não seja o responsável pelo boletim dominical. Não tente regular e supervisionar todas as atividades dos seus colegas de trabalho. Delegue tudo o que for possível, de forma que você possa concentrar-se na oração, na pregação, no ensino, e no cuidado espiritual do rebanho. 

6. Treine, treine, treine. Treine o seu povo para as funções de liderança nos diversos ministérios da igreja. Gaste tempo extra com os jovens que podem servir como futuros presbíteros e diáconos, ou como líderes de diferentes atividades. Pela graça do Espírito, “desenvolva” futuros líderes. À medida que você os treina, dê-lhes liberdade para usar os dons e oriente a visão deles tanto quanto possível. Todo o tempo empregado nisso será muito bem gasto. 

7. Visite, visite, visite. Visite o seu rebanho fielmente – no hospital, em casa, e em toda hora de necessidade. Esteja presente quando precisarem de você. Sempre leia a Palavra e fale algumas poucas palavras edificantes sobre o texto, e ore em cada visita. Se você falhar nesse assunto, falhará em tudo mais. 

8. Ame, ame, ame. Muitos ministros falham porque negligenciam o amor às ovelhas. Ame e continue amando o seu povo por aquilo que são, e não pelo que você pensa que deveriam ser. Aceite-os como são e onde estão, e trabalhe com eles a partir desse ponto, sempre com paciência, lembrando que, se você não pode associar-se de forma amorosa com as pessoas onde elas estão, com o passar do tempo elas o rejeitarão. Considere-se como o tutor espiritual e o cuidador de uma grande família. Seja bondoso com cada um deles. Leve-os a sentir a sua preocupação por eles e por suas famílias. Faça perguntas que mostram o seu cuidado por eles. Regue-os com compaixão, quando estiverem em necessidade. À medida que o seu relacionamento cresce, sempre que for apropriado, não se acanhe de dizer-lhes que você os ama. E se você tiver inimigos na igreja, faça de tudo para amá-los também, como Jesus ordenou. 

9. Desfrute, desfrute, desfrute. Considere como inacreditável honra e alegria o fato de ser embaixador de Deus. Edward Payson (1783-1827) disse que com frequência batia palmas de alegria durante seu estudo particular porque Deus o tinha chamado para o ministério sagrado da Sua Palavra. A obra do ministério é uma tarefa pesada, mas também é cheia de alegria. Aprenda a considerar como sua força a alegria do Senhor, em Cristo (Ne 8.10). 

10. Renove, renove, renove. Preste atenção à sua saúde. Viva em intimidade com Deus, alimente-se de Cristo, beba intensamente do Espírito. Tire tempo para descansar, para deixar de lado todos os fardos, e para abrir-se à luz da Palavra e à direção do Espírito Santo. Lembre-se de que você é um mero receptáculo ou vaso, e não a fonte das águas vivas. Você não consegue dar aos outros aquilo que não apanhou primeiro para si mesmo. 

11. Persevere, persevere, persevere. Quando chegarem as tribulações e os inimigos perseguirem, não seja um mercenário que abandona as ovelhas. Persevere no cuidado por elas. Fique firme. Confie em Eclesiastes 11.1: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás”.

domingo, 8 de maio de 2016

O VEREDICTO FINAL DO ESPÍRITO SANTO

  Onde não existe a confiança total, há o esforço da carne, tentar viver a vida cristã em independência é a raiz de todo fracasso. A  carne jamais irá ter como base a dependência do Espírito Santo, ela nunca reconhecerá sua fraqueza.
 
  O apóstolo Paulo declarou "não confiamos na carne" (Filipenses 3:3), quem vive na carne se considera auto-suficiente, apoiando-se apenas na sabedoria terrena tornando-se assim incapaz de desfrutar de uma confiança plena na direção do Espírito Santo.
 
  O tempo de espera para receber a direção do Espírito Santo é considerado inútil e sempre as decisões são tomadas segundo o seus prazeres em lugar da vontade de Deus.

  Até na pratica de boas obras, como jejuar,orar e dar esmola existe a tentativa de "aperfeiçoar" aquilo que foi começado pelo Espírito Santo.

  A pessoa Carnal quer,decide e planeja executar o bem afim de ser visto e admirado pelos homens.

  Toda carnalidade não é humilde para aceitar o sacrifício de Cristo somente como caminho para salvação e bençãos.

  Existe a busca despeada do desenvolvimento de uma justiça própria, o que é tão abominável aos olhos de Deus quento seus pecados mais perversos.

  O viver na carne, impede todo progresso na caminhada espiritual, e a permanência como bebê espiritual é um fato, pois toda sua estrutura não absorve o ensino espiritual tendo como consequência a inveja e a promoção de contendas.

  O veredicto final do Espírito Santo é "os que estão na carne não podem agradar a Deus". (Romanos 8:8)

sexta-feira, 6 de maio de 2016

George Müller – O apóstolo da fé


“Pela fé, Abel… Pela fé, Noé… Pela fé, Abraão…” Assim é que o Espírito Santo conta as incríveis proezas que Deus fez por intermédio dos homens que ousavam confiar unicamente nEle. Foi no século XIX que Deus acrescentou o seguinte a essa lista: “Pela fé, George Müller levantou orfanatos, alimentou milhares de órfãos, pregou a milhões de ouvintes ao redor do globo e ganhou multidões de almas para Cristo”.
George Müller nasceu em 1805, de pais que não conheciam a Deus. Com a idade de dez anos, foi enviado a uma universidade, a fim de preparar-se para pregar o evangelho, não, porém, com o alvo de servir a Deus, mas para ter uma vida cômoda.
Aos vinte anos de idade, contudo, houve uma completa transformação na vida desse moço. Assistiu a um culto onde os cristãos, de joelhos, pediam que Deus fizesse cair a Sua bênção sobre a reunião. Ficou profundamente comovido com o ambiente espiritual a ponto de buscar também a presença de Deus.
Foi nesses dias, depois de sentir-se chamado para ser missionário, que passou dois meses hospedado no orfanato do famoso A. H. Frank. Mais ou menos no mesmo tempo em que George Müller hospedou-se no orfanato, um certo dentista, o senhor Graves, abandonou as suas atividades que davam um salário de 7.500 dólares por ano, a fim de ser missionário na Pérsia, confiando só nas promessas de Deus para suprir todo o seu sustento.
Logo depois chegou a reconhecer o erro, mais ou menos universal, de ler muito acerca da Bíblia e quase nada da Bíblia. Esse livro tornou-se a fonte de toda a sua inspiração e o segredo do seu maravilhoso crescimento espiritual. “O Senhor me ajudou a abandonar os comentários e a usar a simples leitura da Palavra de Deus como meditação. O resultado foi que, quando, a primeira noite, fechei a porta do meu quarto para orar e meditar sobre as Escrituras, aprendi mais em poucas horas do que antes durante alguns meses”. E acrescentou: “A maior diferença, porém, foi que recebi, assim, força verdadeira para a minha alma”.
George Müller achava quase impossível ajuntar e guardar dinheiro para qualquer imprevisto, e não ir direto a Deus. “Sem me aperceber, tenho sido levado a confiar no braço da carne, mas o melhor é ir diretamente ao Senhor”.
Certo dia, quando só restavam oito xelins, Müller pediu ao Senhor que lhe desse dinheiro. Esperou muitas horas sem qualquer resposta. Então chegou uma senhora e perguntou: – “O irmão precisa de dinheiro?” Foi uma grande prova de sua fé, porém, o pastor respondeu: – “Minha irmã, eu disse aos irmãos, quando abandonei meu salário, que só informaria o Senhor a respeito de minhas necessidades”. – “Mas”, respondeu a senhora, “Ele me disse que lhe desse isto”, e colocou 42 xelins na mão do pregador.
Nessa ocasião, George Müller fez para si a seguinte regra, da qual nunca mais se desviou: “Não nos endividaremos, porque achamos que tal coisa não é bíblica (Rm. 13:8). Assim sempre saberemos quanto realmente possuímos e quanto temos o direito de gastar”.
Um outro segredo que o levou a alcançar tão grande bênção de confiar em Deus, foi a sua resolução de usar o dinheiro que recebia somente para o fim a que era destinado.
“Sentindo grande necessidade ontem de manhã, fui dirigido a pedir com insistência a Deus e, em resposta, à tarde, um irmão me deu dez libras”. Muitos anos antes de sua morte, afirmou que, até aquela data, tinha recebido da mesma forma 5.000 vezes a resposta, sempre no mesmo dia em que fazia o pedido.
Era seu costume, e recomendava também aos fiéis, guardar um livro. Numa página assentava seu pedido com a data e no lado oposto a data em que recebera a resposta. Desse modo, foi levado a desejar respostas concretas aos seus pedidos e não havia dúvida acerca dessas respostas.
“Ao orar, estava lembrado de que pedia a Deus o que parecia impossível receber dos fiéis, mas que não era demasiado para o Senhor conceder”. Ele orava com noventa pessoas sentadas às mesas: “Senhor, olha para as necessidades de teu servo”. Essa foi uma oração que Deus abundantemente respondeu. Antes de morrer, testificou que, pela fé, alimentava 2.000 órfãos, e nenhuma refeição se fez com atraso de mais de 30 minutos.
Muitas pessoas perguntavam a George Müller como conseguia ele saber a vontade de Deus, pois nada fazia sem antes ter a certeza da vontade do Senhor. Ele respondia:
1) “Procuro manter o coração em tal estado que ele não tenha qualquer vontade própria no caso. De dez problemas, já temos a solução de nove, quando conseguimos ter um coração entregue para fazer a vontade do Senhor, seja essa qual for. Quando chegamos verdadeiramente a tal ponto, estamos, quase sempre, perto de saber qual é a Sua vontade.
2) “Tenho o coração entregue para fazer a vontade do Senhor, não deixo o resultado ao mero sentimento ou a uma simples impressão. Se o faço, fico sujeito a grandes enganos”.
3) “Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio de Sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito, sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões”.
4) “Depois considero as circunstâncias providenciais. Essas, ao lado da Palavra de Deus e do Seu Espírito, indicam claramente a Sua vontade”.
5) “Peço a Deus em oração para que me revele a Sua própria vontade”.
6) “Assim, depois de orar a Deus, estudar a Palavra e refletir, chego à melhor resolução deliberada que posso com a minha capacidade e conhecimento; se eu continuar a sentir paz, no caso, depois de duas ou três petições mais, sigo conforme essa direção. Nos casos mínimos e nas transações de maior responsabilidade, sempre acho esse método eficiente”.
George Müller, três anos antes de sua morte, escreveu: “Não me lembro, em toda a minha vida de cristão, num período de 69 anos, de que eu jamais buscasse, SINCERAMENTE E COM PACIÊNCIA, saber a vontade de Deus pelo ENSINAMENTO DO ESPÍRITO SANTO POR INTERMÉDIO DA PALAVRA DE DEUS, e que não fosse guiado certo. Se me faltava, porém, SINCERIDADE DE CORAÇÃO E PUREZA PERANTE DEUS, ou se eu não olhava para Deus, com PACIÊNCIA, ou se eu preferia o CONSELHO DO PRÓXIMO AO DA PALAVRA DO DEUS VIVO, então errava gravemente”.
Em resposta a muitos que queriam saber como o cristão pode adquirir tão grande fé, deu as seguintes regras:
1) “Lendo a Bíblia e meditando sobre o texto lido, chega-se a conhecer a Deus, por meio da oração”.
2) “Procurar manter um coração íntegro e uma boa consciência”.
3) Se desejamos que nossa fé cresça, não devemos evitar aquilo que a prove e por meio do que ela seja fortalecida”.
“Ainda mais um ponto: para que a nossa fé se fortaleça, é necessário que deixemos Deus agir por nós ao chegar a hora da provação, e não procurar a nossa própria libertação”.
(Extraído da Revista Plenitude, Ano 5, nº 31, de agosto de 1986).

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Inferno Realmente Existe?

1-      Como surgiu o inferno
Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até ao mais profundo do inferno...
Deuteronômio 32:22
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Mateus 25: 41
O Inferno é um lugar que veio a existir em consequência da ira de Deus. Satanás criou uma rebelião no céu quando o orgulho nasceu em seu coração, devido a este fato o mal veio à existência, Deus em sua santidade absoluta não pode ficar indiferente e insensível a algo que estava errado, Ele se irou. É impossível Deus se irar sem que algo seja produzido, o inferno é o resultado da ira de Deus.
Deus não é um ser ingênuo, um papai Noel dos céus que desculpa nossos erros passa a mão na nossa cabeça e tem como meta principal fazer de tudo para sermos felizes. Ele tem em primeiro lugar um compromisso com sua santidade, Deus é Santo. Deus nos ama profundamente, mas também tem um compromisso sério com sua Justiça, portanto a ira de Deus é imparcial, justa e diferente da nossa.
O destino de Satanás e seus anjos foi traçado quando Deus os expulsou do céu, existir eternamente no inferno. Adão e Eva e sua descendência (do qual fazemos parte) ao pecarem tornaram-se participantes desse destino.
2-      A descrença no inferno anula sua existência?
De maneira alguma, eu acreditando ou não ele continua existindo é uma realidade eterna. João Batista teve um ministério muito influente na sua época, ele nos chama a atenção para algo que vivenciamos no mundo contemporâneo, a tentativa de fugir da ira de Deus.
E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; Mateus 3:7-8
Os homens nesse mundo moderno e globalizado tem tentado enganar-se a si mesmo bebendo da fonte de filosofias humanistas, como sábios aos seus próprios olhos acumularam para si mestres, que tem como premissa encher de palavras doces e suaves ouvidos rebelados contra o Criador.
João tem uma mensagem para os pregadores humanistas dos nossos dias:
E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. Mateus 3:10
3-      Qual a utilidade do inferno?
O inferno é um deposito de rebelião contra Deus, ali Deus permitirá que a vontade de satanás e muitos homens se torne realidade, viver a eternidade longe de Deus.
Muitas pessoas não param para meditar no que isto implica, por isso levam suas vidas de qualquer maneira.
 Deus é a fonte de todo bem
 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. (Tiago 1:17)

Existe uma graça comum a todos os homens, por que Deus faz nascer o sol sobre os justos e injustos, o homem mesmo caído ainda desfruta de muitos presentes de Deus, ele só sente prazer por que isto é graça de Deus, alegria é graça de Deus, Família é graça de Deus, todas as coisas boas desse mundo só são possíveis devido a graça comum a todos os homens. No inferno isso não vai mais existir, o prazeres serão tirados e o sofrimento será eterno, devido ao fato de que o homem estará eternamente separado de Deus.
4-      Por que as pessoas vão para o inferno?
O inferno é o destino dos que rejeitam a salvação por meio do sangue de Jesus Cristo.
Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Romanos 5:9
Livre-se do tormento eterno crendo e confiando totalmente no sacrifício de Cristo.
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. (Romanos 10:9-10)