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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Pegando Emprestado Olhos Alheios

Pegando Emprestado Olhos Alheios

Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade, de fato, um sítio que lhe dava muito trabalho e despesa. Reclamava que era um homem sem sorte, pois as suas propriedades davam-lhe muitas dores de cabeça e não valia a pena conservá-las. Pediu então ao amigo poeta para redigir o anúncio de venda do seu sítio, pois acreditava que, se ele descrevesse a sua propriedade com palavras bonitas, seria muito fácil vendê-la.
E assim Olavo Bilac, que conhecia muito bem o sítio do amigo, redigiu o seguinte texto: 
"Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda."
Meses depois, o poeta encontrou o seu amigo e perguntou-lhe se tinha vendido a propriedade.
"Nem pensei mais nisso", respondeu ele. "Quando li o anúncio que você escreveu, percebi a maravilha que eu possuía."
Algumas vezes, só conseguimos enxergar o que possuímos quando pegamos emprestados os olhos alheios.
Olavo Bilac

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ambição e ética


Ambição e ética

"Defina sua ética quanto antes possível. 
A ambição não pode antecedê-la, é ela
que tem de preceder à sua ambição"
 

Ambição é tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções para o novo milênio. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar pelo mundo. No fim da viagem você estará de volta à estaca zero quanto ao dinheiro, mas terá cumprido sua ambição.
 
As pessoas mais infelizes que eu conheço são as mais ricas. Quanto mais rico, mais infeliz. Nunca me esqueço do comentário de uma copeira, na casa de um empresário arquimilionário, que cochichava para a cozinheira: "Todas as festas de rico são tão chatas como esta?" "Sim, todas, sem exceção", foi a resposta da cozinheira.

De fato, ninguém estava cantando em volta de um violão. Os homens estavam em pé numa roda falando de dinheiro, e as mulheres numa outra roda conversavam sobre não sei o que, porque eu sempre fico preso na roda dos homens falando de dinheiro.

Não há nada de errado em ser ambicioso na vida, muito menos em ter "grandes" ambições. As pessoas mais ambiciosas que conheço não são os pontocom que querem fazer uma IPO (sigla de oferta pública inicial de ações) em Nova York. São os líderes de entidades beneficentes do Brasil, que querem "acabar com a pobreza do mundo" ou "eliminar a corrupção do Brasil". Esses, sim, são projetos ambiciosos.

Já ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo o que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. Não conheço ninguém que tenha sido expulso da faculdade por ter colado do colega. "Ajudar" os outros, e nossos colegas, faz parte de nossa "ética". Não colar dos outros, infelizmente, não faz.

O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. Por quê? Dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição. Monica Lewinsky, uma insignificante estagiária na Casa Branca, colocou a ambição na frente da ética, e tirou o Partido Democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, pelo enorme sucesso da economia na sua gestão.

Definir cedo o comportamento ético pode ser a tarefa mais importante da vida, especialmente se você pretende ser um estagiário. Nunca me esqueço de um almoço, há 25 anos, com um importante empresário do setor eletrônico. Ele começou a chorar no meio do almoço, algo incomum entre empresários, e eu não conseguia imaginar o que eu havia dito de errado. O caso, na realidade, era pessoal: sua filha se casaria no dia seguinte, e ele se dera conta de que não a conhecia, praticamente. Aquele choro me marcou profundamente e se tornou logo cedo parte da ética na minha vida: nunca colocar minha ambição à frente da minha família.
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.

Fonte: Stephen Kanitz (www.kanitz.com.br)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Conselhos de Martin Luther King

Conselhos de Martin Luther King

A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio. 

Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. 

Se alguém varre as ruas para viver, deve varrê-las como Michelângelo pintava, como Beethoven compunha, como Shakespeare escrevia suas peças. Ele deve varrer a rua tão bem que todas as hostes celestiais e terrenas parem para dizer um dia: "aqui viveu um grande varredor de ruas que realizava seu trabalho muito bem.

A covardia coloca a questão: 'É seguro?'
O comodismo coloca a questão: 'É popular?'
A etiqueta coloca a questão: 'é elegante?'
Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?'
E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.


É melhor tentar e falhar que ocupar-se em ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que nada fazer. Eu prefiro caminhar na chuva a, em dias tristes, me esconder em casa. Prefiro ser feliz, embora louco, a viver em conformidade. Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização. Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira. O ódio paralisa a vida; o amor a desata. O ódio confunde a vida; o amor a harmoniza. O ódio escurece a vida; o amor a ilumina. O amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo...

Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo.

terça-feira, 25 de julho de 2017

O Segredo de Jim Cymbala - 2

O Segredo de Jim Cymbala - 2

A segunda carta aos coríntios é uma epístola em que Paulo defende seu ministério apostólico. No capítulo 3, ele diz estas palavras: “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito” (v.6). Podemos deduzir dessas palavras que é possível não sermos capacitados para ministrar a nova aliança ou, ainda, sermos ministros de uma aliança errada.

Na incrível passagem a seguir, Paulo diz que o que Deus escreveu numa pedra e entregou a Moisés representou um ministério que, apesar da glória que o acompanhou, era um ministério de morte. Aquilo que Deus proclamou à viva voz no Monte Sinai e que o povo jurou obedecer – Paulo chamou de ministério de morte. Agora, porém, o texto diz que fomos capacitados para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito que vivifica.

Como exemplo dos frutos desse ministério da nova aliança, vamos pensar no que aconteceu na cidade de Tessalônica. Os estudiosos não sabem dizer, com certeza, quanto tempo Paulo e sua equipe permaneceram lá, mas provavelmente foi menos que seis meses. É simplesmente impressionante o que Deus fez ali sem as Escrituras do Novo Testamento, sem aparelhagem de som, sem templos e sem qualquer estrutura física.

Leia 1 Tessalonicenses 1.4-10 e tire suas próprias conclusões. “...nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção... Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia... Por toda parte se divulgou a vossa fé... a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma...”

No Novo Testamento, quase não se encontra referência a avivamento. É preciso interpretar e analisar para ver como se encaixa a ideia de avivamento. Os termos avivar ou avivamento são mais encontrados no Velho Testamento. Por exemplo: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos” (Hc 3.2).

Havia homens e mulheres no Velho Testamento que se encontravam com Deus e eram usados por ele para trazer reformas e uma volta à verdadeira adoração. Entretanto, logo tudo voltava a uma mera forma exterior (Is 29.13). A lei não tinha poder para transformar corações. Os profetas falavam de um dia em que Deus faria uma nova aliança com seu povo (Jr 31.31), uma aliança melhor (Hb 8.6). O Velho Testamento é caracterizado por Moisés e pela lei. O Novo Testamento é caracterizado por Jesus Cristo e pela mensagem da graça. Hoje, não vivemos mais na aliança do Velho Testamento.

Avivamento no Sentido do Novo Testamento

Dentro do conceito de reforma e avivamento no Velho Testamento, o melhor que conseguiam era fazer novos votos de obediência, os quais logo eram quebrados. No Novo Testamento, não estamos mais debaixo da dispensação da lei. Estamos na dispensação da graça. Vivemos na época do Espírito Santo. Vivemos no período profetizado pelo profeta Joel, mas que nunca foi experimentado no Velho Testamento. Vivemos sob o ministério de profetas, pastores, mestres e evangelistas, o que naquela época não conheciam. Eles tinham reis, o sacerdócio de Arão, o templo e sacrifícios diários de animais. Vivemos numa era muito superior. Vivemos na era de Jesus e do Espírito derramado.

No lugar de votos de obediência, o Novo Testamento enfatiza mais uma vida cheia do Espírito, produzindo fruto. Mais do que a exortação para obedecer, a ordem é: “Abra sua vida para o meu Espírito, para que ele produza fruto por seu intermédio”. Não somos nós, mas Cristo operando em nós pelo Espírito.

É por isso que Efésios 5.18 é tão importante. Traduzido literalmente, seria: “Continue enchendo-se constantemente do Espírito”. Por quê? Porque, como disse Samuel Chadwick certa vez, “o cristianismo é impossível sem o Espírito Santo”.  Podemos dar a lei ao povo, podemos adverti-lo sobre o inferno, podemos discipular pessoas até a volta de Jesus, mas nada acontecerá a menos que haja a bênção e o sopro do Espírito Santo sobre o que estamos fazendo.

Somente o Espírito Santo pode nos tornar semelhantes a Jesus. Somente o Espírito Santo operando dentro de mim poderá mudar esta pessoa antipática dentro de mim chamada Jim Cymbala. Com você é o mesmo caso.

O Novo Testamento, portanto, enfatiza a necessidade de estar cheio do Espírito Santo. Isso significa que nem todos os cristãos estão cheios do Espírito. Do contrário, Paulo não daria essa ordem que é muito forte na língua grega: “Enchei-vos do Espírito”, ou “Vá enchendo-se continuamente do Espírito”.

Nossas igrejas estão cheias do Espírito Santo? Cada um de nós está continuamente buscando se encher do Espírito? Lembre-se do que Jesus disse: “Pelo fruto se conhece a árvore”. Isso vale para pessoas, mas também para igrejas e ministérios. Portanto, indiferentemente do que uma pessoa ou igreja afirma a respeito de si mesma, se não houver fruto em alguma medida, sabemos que o Espírito de Deus não está operando ali. Alguma coisa está errada.

Veja por exemplo este texto em Atos 13.52: “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo”. Pense nisso! O Espírito Santo é a terceira pessoa da divindade! Eles estavam cheios de Deus. Será que ao menos arranhamos o significado dessa frase? Cheios de Deus!

Imagine o que significa ser cheio do Espírito Santo – não tentando viver para Deus, mas cheio de Deus! Não é nós fazendo alguma coisa. O que, afinal, eu sozinho poderia fazer? Porém eu, cheio de Deus – aí é outra coisa!

Agora, no sentido coletivo, como isso funciona? De acordo com 2 Coríntios 3, deveria ser assim: “Vocês são cartas escritas por Cristo, cartas que ele mesmo enviou, não escritas com tinta. Vocês não foram programados como quem sofre lavagem cerebral. O Espírito Santo foi quem escreveu nos seus corações. Vocês são novas criaturas por meio do nosso ministério”.

Paulo não está se gabando. Está desafiando os crentes de Corinto e a nós até hoje. “Por meio do nosso ministério, Deus escreveu nos seus corações.” É isso que eu desejo. Não é o que você também almeja – que Deus escreva nos corações das pessoas, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo? Deus nos capacitou para sermos ministros da nova aliança, não da letra, mas do Espírito que dá vida. Como em 1 Ts 1.5: “não... somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção”.

Catarina Booth, por volta de 1890, disse: “Palavras de fogo! É isso que estou procurando. Viajo por toda parte e ouço oratória, ouço pregações engenhosas. Contudo, estou procurando por algo que venha incendiar meu coração como aconteceu com os homens no caminho para Emaús” (Lc 24.32).

Isso aconteceu em Tessalônica. Os judeus eram contra os apóstolos e a nova igreja, e as autoridades romanas em geral também o eram. Mesmo assim, Paulo fundou uma igreja em poucos meses porque o evangelho veio não só em palavra, mas em poder, no Espírito Santo e com grande convicção. Não tinham nenhuma das vantagens modernas que temos hoje.

O Que Significa Ministério da Nova Aliança

O elemento que falta para o ministério da nova aliança é a vida cheia do Espírito. Paulo não se envergonhava do evangelho de Jesus Cristo (Rm 1.16). Ele pregava a lei para trazer convicção, mas logo acrescentava o bálsamo do evangelho, pois a lei sozinha mata. Pode trazer convicção, mas deixa as pessoas prostradas em miséria e fraqueza. Seu método era ser guiado pelo Espírito Santo.

É melhor buscar a Deus sobre o que pregar no domingo do que seguir um plano mecânico de pregação. Só Deus sabe do que a congregação precisa. Só Deus sabe que plano o diabo está armando para derrotar sua igreja. Deus pode lhe dar uma mensagem antes do inimigo desferir o seu golpe. Então, faça seu planejamento, mas seja guiado pelo Espírito.

Porém, além da mensagem do evangelho e da metodologia de ser guiado pelo Espírito, o elemento da eficácia de Paulo que nos falta hoje inclui a verdadeira motivação. Paulo disse à igreja em Tessalônica, uma igreja que tinha apenas alguns judeus no meio de uma maioria gentia: “...nos tornamos dóceis entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos” (1 Ts 2.7). A figura usada é de uma mãe tomando seu bebê e amamentando-o no peito. Em seguida, Paulo diz algo que tenho visto em pouquíssimos ministros em toda minha vida: era que ele e seus companheiros estavam determinados a amar tanto os tessalonicenses que estavam dispostos a dar-lhes não só o evangelho, mas a própria vida (1 Ts 2.8).

Paulo lembrou-lhes que trabalharam noite e dia entre eles, sem receber coisa alguma em troca; não que não tivessem direito de receber, mas por amor estavam dispostos a caminhar a segunda milha. Fico pensando em como deve ter sido ouvir as pregações de Paulo. Ele não só tinha verdade e não só estava sendo dirigido e ungido pelo Espírito Santo, mas era também profundamente tomado pelo amor ágape do Espírito de Deus, que o impelia com sua paixão. Era isso que ele sentia, não com relação às pessoas com quem foi criado, mas para com pessoas totalmente pagãs. O amor levou Jesus a ser amigo de pecadores. A maioria dos pastores nunca teria coragem de admitir que um pecador é seu amigo.

As pessoas precisam de amor. Paulo estava dizendo mais ou menos isso: “Eu cuidei de vocês com ternura. Eu queria tanto ir vê-los, mas Satanás me impediu. Mas no dia de Cristo, qual será minha alegria, minha coroa, meu galardão? Não são vocês? Estou enfrentando todo tipo de problema aqui em Corinto, mas agora que recebi boas notícias de vocês, posso viver, posso sentir alegria”. É exatamente como uma mãe falando com seus filhos.

Depois perguntamos por que não temos os resultados de Paulo. Estudamos sua mensagem, concordamos superficialmente com a necessidade de ser cheios do Espírito, mas ignoramos este cordão umbilical, este vínculo de amor com o povo que o ouvia, o qual somente Deus poderia dar. Isso só acontece quando o Espírito Santo nos faz ver as pessoas e sentir sobre elas da maneira que Deus vê e sente. Quando temos isso, pregamos e oramos com paixão. Quando você está apaixonado por alguém e sente desespero, você consegue tocar no seu coração.

Lembro-me de quando, anos atrás, minha filha mais velha, Chrissy, estava longe do Senhor. Minha esposa e eu estávamos com lágrimas jorrando dos olhos. Você acha que alguém precisava me exortar para orar por ela? Alguém precisou me dizer: “Jim, fale com ela!” Com lágrimas nos olhos, eu implorava: “Chrissy, não faça isso!”  Paulo sentia isso com relação a todos. Oh, como tenho orado antes de ir para o púlpito agora. “Sim, Deus, preciso da tua unção; sim, eu preciso de ti para pregar a verdade, mas ó Deus, ajuda-me a sentir sobre as pessoas como tu sentes. Ajuda-me a ver as pessoas como tu as vês, porque do contrário virarei as costas diante do que vejo nelas!”

Que Tipo de Igreja Nós Somos?

Que absurdo pensar que podemos pregar o evangelho com sucesso, indiferentemente do tipo de doutrina que temos, ou se temos ou não o Espírito e o amor do evangelho! Talvez pensemos que é algo meramente mecânico – é só falar a Palavra e a Palavra faz efeito. Não! Existe um cordão umbilical. O resultado tem muito a ver com o mensageiro. Uma boa definição de pregação é “verdade transmitida através de personalidade”. Paulo não estava somente transmitindo a verdade; estava se comunicando com eles por meio de um coração cheio de misericórdia, compaixão, amor e lágrimas.

Quantos pastores você conhece que diriam: “Eu não só quero pregar para você; estou disposto a morrer por você, se for preciso”? Não descarte isso como emocionalismo – é a Bíblia. Ninguém precisou dizer para Jesus que era hora de chorar sobre Jerusalém. Ele chorou sobre a cidade que o rejeitara. “Ó Jerusalém, Jerusalém...” Isso não é algo que se ensina; só vem quando o Espírito Santo me governa nas áreas em que preciso ser governado. Mas não alcançaremos resultados simplesmente repetindo o evangelho como papagaios, sem o Espírito do evangelho.

Você não acha que essa é parte da razão por que as reuniões de oração são tão mortas? É hipocrisia falar com Deus sobre responder às orações quando não oramos. Para alguns, é simplesmente uma questão da nossa cultura de igreja falar sobre Deus responder às orações. Quantas igrejas que você conhece tiram uma noite importante da semana, com toda a liderança presente, para dizer: “Estamos aqui para clamar a Deus”? Há um tempo para ensinar, um tempo para adorar, um tempo para o coral cantar, um tempo para evangelizar. Mas se não orarmos, o que vai acontecer em todas essas atividades?

E como você vai levar as pessoas a orarem se não se importam com ninguém? Oração intercessória significa que você sente por outra pessoa. Já observei isto: é tão difícil levar as pessoas a orar pelos outros; no entanto, basta que a filha entre numa encrenca, basta que o filho tenha um problema sério, e logo você verá lágrimas em abundância. Por quê? Porque todos nós temos amor pelo filho e pela filha, pela mãe e pelo irmão. Sem amor, não dá para levar as pessoas à oração. Pode dizer-lhes que precisam orar, que é necessário adquirir as disciplinas espirituais – mas não vai adiantar nada.

Quero ir mais um passo adiante. O que dizer do escândalo das igrejas que ficam de portas fechadas, que não abrem suas portas agressivamente a todos? Quantos pastores ou ministros, quando estão orando no sábado à noite (como se espera!) em favor da mensagem que vão pregar no domingo e em favor do culto – quantos você acredita possam estar orando algo assim, com sinceridade do coração: “Querido Jesus, eu sei que tu morreste em favor de todas pessoas da minha cidade. Sei que sofreste, sangraste e morreste em favor de todo ser humano que estiver passando perto do nosso santuário na hora do culto. Então, Jesus, peço que amanhã no teu nome, pelo poder do Espírito, que o Senhor os faça entrar – sejam de qualquer raça, sejam sem-tetos ou pobres. Faze-os entrar. Nós os amaremos. Seremos a tua mão estendida a eles. Cuidaremos deles. Abençoá-los-emos. Choraremos por eles. Envia-os para nós, ó Deus, em nome de Jesus.”

Tenho conversado com pastores bem-conhecidos sobre isso, e eles me dizem: “Se eu colocar em prática o que você está dizendo, Jim, metade da minha igreja vai levantar-se e ir embora”. Que tipo de igreja você tem? As pessoas para as quais Jesus morreu entram e seu povo vai levantar-se e sair? Você pode dizer que lhes ensina a Bíblia, que são fiéis para vir aos cultos e que servem ao Corpo. Mas não amam os outros seres humanos pelos quais Cristo morreu? Isso é cristianismo?

Não, isso é um grande pecado! A pornografia derruba seus milhares. A falta de oração, falta de leitura da Bíblia, fanatismo, emocionalismo – sou contra tudo isso. Mas Deus é amor. Os anjos devem chorar por causa da nossa falta de amor. Eles sabem que Cristo morreu em favor de toda a humanidade, no entanto, as igrejas cristãs são menos integradas que o mundo. Na cidade de Nova Iorque, as pessoas usam cocaína, assistem a jogos no estádio, convivem em ambientes culturais – tudo com gente de outras raças.

Não vamos dizer: “É uma questão cultural”. Temos de entender que é falta de amor. Falamos sobre Deus vir para o nosso meio. Por que ele viria para o nosso meio? Por que ele viria se as pessoas pelas quais ele morreu não são bem-vindas? O Espírito Santo teria de negar sua própria natureza de amor.

“Não Tenho Tempo Para Você!”

Já fui repreendido muitas vezes pelo Senhor por causa disso que estou dizendo aqui. Não está sendo fácil aprender. Vou contar uma das ocasiões em que Deus me corrigiu. Era um domingo de páscoa, alguns anos atrás. Uma garota do coral, regido por minha esposa Carol,  deu seu testemunho no intervalo dos cânticos. Ela tinha um testemunho realmente impressionante de como fora alcançada pelo Senhor num profundo lamaçal de pecado. Depois preguei o evangelho. Algumas pessoas vieram à frente tomar sua decisão. Naquela época, estávamos fazendo três cultos aos domingos, cada um com duração de duas horas.

No final daquele dia, eu estava tão cansado que simplesmente soltei minha gravata e fui sentar na borda da plataforma, com meus pés pendurados no ar. Os voluntários de oração estavam intercedendo pelas pessoas que haviam vindo para aceitar Jesus. Eu estava exausto até aos ossos. Naquele dia, as pessoas haviam formado filas do lado de fora para assistir ao culto. Centenas de pessoas tiveram de ir embora por falta de espaço.

De repente, olhei para o auditório e vi no corredor do meio um homem que aparentava ter uns cinqüenta anos, todo desgrenhado, extremamente sujo. Ele estava olhando para mim um tanto embaraçado, com uma expressão de quem queria falar comigo. Nós sempre recebemos pessoas sem-teto que entram para pedir dinheiro ou algum tipo de ajuda. Então pensei comigo mesmo (para vergonha minha): “Que jeito maravilhoso de terminar um domingo. Foi tão bom até aqui, tivemos um bom tempo de ministração, mas agora este sujeito provavelmente está aqui querendo dinheiro para encher a cara”.

Enquanto isso, ele foi se aproximando. Quando estava a menos de dois metros de distância, um mau cheiro tão forte me atingiu, como nunca havia sentido antes. Foi tão terrível que, quando ele estava mais perto, tive de inspirar olhando em outra direção, depois falar com ele, em seguida virar o rosto para inspirar novamente, porque não conseguia respirar olhando para ele.

Perguntei: “Como é seu nome?”
“Davi.”
“Quanto tempo está nas ruas?”
“Há seis anos.”
“Quantos anos tem?”
“Trinta e dois.” Parecia que tivesse cinqüenta – cabelos emaranhados, dentes da frente faltando, aspecto de beberrão, olhos vazios, levemente vidrados.
“Onde você dormiu essa noite, Davi?”
“Num caminhão abandonado.”

Sempre guardo no meu bolso alguns trocados. Comecei a enfiar a mão no bolso, pensando em pegar algum dinheiro. Nem vou chamar um obreiro, pensei. Estão todos ocupados orando com as pessoas. Geralmente não damos dinheiro para as pessoas. Levamo-las para comer alguma coisa. Mas agora... Tirei o dinheiro do bolso.

Davi colocou seu dedo na frente do meu nariz. Ele disse: “Não quero seu dinheiro. Quero este Jesus de quem aquela garota estava falando, de quem você falou. Porque não dá mais para mim, vou morrer nas ruas.”

Esqueci-me completamente de Davi e comecei a chorar por mim mesmo. Eu ia dar alguns dólares para alguém que Deus estava enviando para mim. Vê como é fácil? Eu podia até dar a desculpa de que estava cansado. Mas não existe desculpa. Eu não estava cheio do Espírito. Eu não estava vendo aquele homem como Deus o vê. Eu não estava sentindo o que Deus sente. Mas, a partir daí, como tudo isso mudou!

Davi estava ali parado, em pé diante de mim. Ele não sabia o que estava acontecendo. Eu estava suplicando a Deus: “Perdoa-me, Deus! Perdoa-me! Por favor, perdoa-me. Estou tão arrependido por te representar desta forma. Estou tão arrependido. Aqui estou com minha mensagem e meus pontos, e o Senhor manda alguém para mim e nem estou pronto para recebê-lo. Ó Deus!”

E, ali mesmo, Deus me batizou de novo com seu amor. Algo começou a acontecer comigo. De repente, comecei a chorar mais profundamente, e Davi começou a chorar porque podia sentir o que estava acontecendo em mim. Ele caiu contra meu peito enquanto ainda estava sentado ali. Caiu em cima da minha camisa branca e gravata, e eu coloquei meus braços em volta dele e ali choramos um em cima do outro. O perfume da pessoa de Cristo tornou-se um maravilhoso aroma.

Aqui está o que penso que o Senhor estava me dizendo naquele momento: “Se você e a Carol (minha esposa) não amam esse cheiro, não posso usá-los, porque foi por isso que os chamei a esse lugar onde estão. É para isso que estão aqui. Vocês estão aqui por causa desse cheiro. É lindo”.

Cristo mudou a vida de Davi. Com mais ou menos seis dias, foi desintoxicado no hospital. Tinha outra aparência. Ele começou a memorizar passagens incríveis das Escrituras. Arranjamos um lugar para ele morar. Demos um emprego para ele fazer manutenção na igreja e mandamos arrumar seus dentes.

Ele passou o dia de Ações de Graças, aquele ano, na minha casa. Ele também passou o Natal comigo. Quando estávamos trocando presentes, ele tirou um objeto pequeno e disse: “Isto é para você”. Era um lencinho branco. Era a única coisa que pôde comprar.

Um ano depois, pedi-lhe que desse seu testemunho. No instante em que pegou o microfone e começou a falar, pensei: “Este homem é um pregador”.

Na última páscoa, ajudei a ordenar Davi como pastor. Ele é pastor auxiliar de uma igreja em Nova Jersey. E eu estava tão próximo a lhe dizer aquele dia: “Aqui, tome isto; sou um pregador muito ocupado”. Podemos ficar tão cheios de nós mesmos.

Quem quer se unir a mim e dizer ao Senhor: “Eu preciso de um batismo daquele amor”? Deus nos deu esse exemplo. Ele é amor. Que Deus mude a maneira como pregamos e a maneira como oramos. Que ele mude nossas igrejas e nossas equipes. Que haja quebrantamento, ternura, amor, compaixão, misericórdia, paciência e longanimidade!


Jim Cymbala é pastor da igreja The Brooklyn Tabernacle  em Brooklyn, cidade de Nova Iorque, EUA.

Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 1 - Janeiro/Fevereiro 2005

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Inferno Realmente Existe?

O Inferno Realmente Existe?

Como surgiu o inferno?

Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até ao mais profundo do inferno...
Deuteronômio 32:22
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Mateus 25: 41
O Inferno é um lugar que veio a existir em consequência da ira de Deus. Satanás criou uma rebelião no céu quando o orgulho nasceu em seu coração, devido a este fato o mal veio à existência, Deus em sua santidade absoluta não pode ficar indiferente e insensível a algo que estava errado, Ele se irou. É impossível Deus se irar sem que algo seja produzido, o inferno é o resultado da ira de Deus.
Deus não é um ser ingênuo, um papai Noel dos céus que desculpa nossos erros passa a mão na nossa cabeça e tem como meta principal fazer de tudo para sermos felizes. Ele tem em primeiro lugar um compromisso com sua santidade, Deus é Santo. Deus nos ama profundamente, mas também tem um compromisso sério com sua Justiça, portanto a ira de Deus é imparcial, justa e diferente da nossa.
O destino de Satanás e seus anjos foi traçado quando Deus os expulsou do céu, existir eternamente no inferno. Adão e Eva e sua descendência (do qual fazemos parte) ao pecarem tornaram-se participantes desse destino.

 A descrença no inferno anula sua existência?

De maneira alguma, eu acreditando ou não ele continua existindo é uma realidade eterna. João Batista teve um ministério muito influente na sua época, ele nos chama a atenção para algo que vivenciamos no mundo contemporâneo, a tentativa de fugir da ira de Deus.
E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; Mateus 3:7-8
Os homens nesse mundo moderno e globalizado tem tentado enganar-se a si mesmo bebendo da fonte de filosofias humanistas, como sábios aos seus próprios olhos acumularam para si mestres, que tem como premissa encher de palavras doces e suaves ouvidos rebelados contra o Criador.
João tem uma mensagem para os pregadores humanistas dos nossos dias:
E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. Mateus 3:10

Qual a utilidade do inferno?

O inferno é um deposito de rebelião contra Deus, ali Deus permitirá que a vontade de satanás e muitos homens se torne realidade, viver a eternidade longe de Deus.
Muitas pessoas não param para meditar no que isto implica, por isso levam suas vidas de qualquer maneira.
 Deus é a fonte de todo bem
 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. (Tiago 1:17)

Existe uma graça comum a todos os homens, por que Deus faz nascer o sol sobre os justos e injustos, o homem mesmo caído ainda desfruta de muitos presentes de Deus, ele só sente prazer por que isto é graça de Deus, alegria é graça de Deus, Família é graça de Deus, todas as coisas boas desse mundo só são possíveis devido a graça comum a todos os homens. No inferno isso não vai mais existir, o prazeres serão tirados e o sofrimento será eterno, devido ao fato de que o homem estará eternamente separado de Deus.

Por que as pessoas vão para o inferno?

O inferno é o destino dos que rejeitam a salvação por meio do sangue de Jesus Cristo.
Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Romanos 5:9
Livre-se do tormento eterno crendo e confiando totalmente no sacrifício de Cristo.
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. (Romanos 10:9-10)

domingo, 5 de maio de 2013

Como Estudar a Bíblia método de R. A. Torrey

Como Estudar a Bíblia método de R. A. Torrey

1. Tenha Tempo Todos os Dias Para Estudar (Salmo 1.2, 3)

A pessoa que, resolutamente, fizer um voto de estudar a Bíblia logo verá que cumprirá esse voto. O estudo diário será fato singular e fará diferença em sua vida. Pouco a pouco, o estudo vai-se transformando em qualidades que você mesmo não perceberá até ter feito o estudo por muito tempo. A quantidade de tempo a ser gasta é você quem deve decidir. Uma hora diária seria melhor, mas muito pode ser feito em quinze minutos. Tenha uma visão a longo prazo sobre esse estudo. Talvez nem todas as sessões de estudo não abra maravilhas para você, mas, com o correr do tempo, verá que tem sido uma boa influência.

2. Estude Mesmo a Bíblia (João 5.39)

Não fique satisfeito com um simples correr de olhos pelas páginas da Bíblia. Examine-a! Leia e releia as passagens para que se aproveite a verdade escondida nas páginas. Examine-as! Faça perguntas e procure as respostas: O que isto significa? O que isto significa para mim? Só tem isso? Procure entendimento pelas palavras diferentes que notar. Pese cada uma. Verifique outros versículos que têm a mesma palavra. Não seja um bebê o tempo todo -- estude você mesmo a Bíblia. Você pode atingir o significado. Forme seu próprio pensamento sobre o assunto.

3. Estude por Tópicos (Jeremias 15.16)
Essa é a maneira mais simples de estudar a Bíblia, é o método que mostra os resultados mais rapidamente. Procure estudar tópicos na Bíblia (por exemplo: justiça ou amor). Não isole seu estudo em uma única parte. Veja o assunto por inteiro. Dessa maneira, saberá tudo o que Deus diz sobre o assunto. Compre ferramentas para ajudarem no estudo, tais como: concordância bíblica, comentários, dicionário bíblico. Não é necessário ler um livro da Bíblia por inteiro para ter-se um estudo pelos tópicos. Use as ferramentas. Procure cada versículo que menciona o seu tópico, seja de cidades (Galiléia, Jerusalém, etc.), de assuntos (oração, amor, arrependimento, lar, paciência, etc.) ou de pessoas (Jesus, Moisés, Pedro, Noé, José, etc.) e logo ficará sabendo muito mais sobre a matéria.

Mas lembre-se:
a. Seja Sistemático - Faça antecipadamente uma lista dos assuntos que quer estudar e estude-os um por um. Inclua vários para não ficar detido apenas em um só.

b. Seja Completo - Não estude só uns poucos versículos. Vá até onde não haja mais o que conhecer.

c. Seja Exato - Entenda realmente as palavras. Anote-as, use um dicionário para entendê-las. Anote o que vem antes e depois, compare com outras passagens similares.

d. Seja Organizado - A informação pode ser boa, mas muitas vezes precisa ser considerada de maneira útil. Escreva em um caderno o que aprende e o que quer aprender. Faça uma lista de perguntas e anote a resposta pelo estudo (1 Coríntios 14.40).

4. Estude por Capítulos (Isaías 28.10-13)

Essa maneira de estudo é a que toma menos tempo. Selecione os capítulos que quer estudar. Não comece por Gênesis, mas talvez João, Atos ou Salmos. Leia o capítulo cinco vezes (uma destas vezes em voz alta). Divida o capítulo em seções e descreva cada seção com um título. Anote os fatos principais na ordem que aconteceram. Anote as pessoas mencionadas e algo que aprendeu sobre elas. Anote as principais lições do capítulo. Procure uma verdade central no capítulo e anote-a. Há um versículo-chave no capítulo? De qual versículo você gostou mais? Marque-o e memorize-o. Coloque um nome no capítulo. Anote assuntos para estudos posteriores. Anote frases ou palavras para estudos posteriores. Anote as novas verdades que aprendeu no capítulo. Anote as coisas que aprendeu, as verdades que já conhecia e viu no capítulo. O que mudou na sua vida graças ao estudo do capítulo?

5. Estude a Bíblia por Ela Ser a Palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2.13)

Desenvolva um maior desejo de conhecer a Bíblia, mais do que por outro livro qualquer. Aceite o que ela ensina, mesmo sem entender tudo ou concordar com todo assunto que estudou. Tenha confiança no que ela diz. Obedeça ao que aprende dela (Mateus 7.24, 25). Seja atento para ouvir a Deus por meio dela. O estudo da Palavra de Deus é tempo gasto com Deus.

6. Estude com Oração (Filipenses 4.6)

Antes de começar o estudo, ore. Durante o estudo, procure a Deus pela oração. Depois de estudar, entre em oração. É Deus quem explica o que vai ser estudado (1 Coríntios 2.15, 16). Peça graça para aceitar a verdade que não entende. Peça a graça de Deus para eliminar da mente e da crença o que não é verdadeiro. Deus está sempre presente.

7. Procure por Cristo (Lucas 24.27)

No estudo da Palavra de Deus procure pelo Filho de Deus em cada página. A Bíblia tem como tema central a exaltação de Jesus Cristo. Por Cristo, o Pai é exaltado sempre. Anote onde você encontra Cristo.

8. Use os Momentos Livres (Efésios 5.16; Colossenses 4.5)

Nem sempre é fácil estudar a Bíblia, mas podemos achar tempo nas salas de espera, nas filas e nos pontos de ônibus, nos minutos vagos entre atividades (refeições, banho, etc.). Tenha sempre consigo uma Bíblia ou um Novo Testamento ou uma folha com seu estudo. Leia, anote um pensamento, continue a aprendizagem.

9. Grave o que Aprender (Salmo 119.11)

Lembre-se da referência da verdade aprendida (o "endereço" dela). Anote o versículo principal e memorize-o. Ensine a verdade aprendida aos outros. Aplique as verdades a sua vida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Qual o Sentido da Vida?

Qual o Sentido da Vida?

Qual o sentido da vida?

46 % das pessoas que moram nos EUA em uma pesquisa disseram que se encontrassem Deus e pudessem fazer apenas uma pergunta perguntariam, "Qual é o sentido da vida?"

A maioria das pessoas busca apenas a sobrevivência.

Um cientista chamado Abraam maslow fez uma pesquisa e ficou constatado que as pessoas buscam coisas ligadas a sobrevivência. Mas a bíblia desmonta essa hierarquia de necessidades por que Jesus disse para nos não nos preocuparmos com essas coisas por que nosso pai celeste sabe que nós precisamos dela.

Mateus 6: 33 - buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua Justiça e as demais coisas serão acrescentadas.

Esse é o verdadeiro sentido da vida.

O que é o reino de Deus?
O que é a justiça?

O reino de Deus é o governo do Espírito Santo,e a bíblia diz que o reino de Deus quando nascemos de novo está dentro de nós.

por que?

Por que o Espírito santo está dentro de nós e a justiça fala da retidão em relação a constituição do reino. Ou seja os princípios da palavra de Deus.

Jesus não mandou nós orar para sair dessa terra ele mandou nos orar assim, "venha a nós o teu reino seja feita a tua justiça."

por que?

Por que o objetivo de Deus é que o reino dele se expanda sobre toda a terra, e nos somos seus embaixadores.

O objetivo e o sentido da vida dos cristãos é o crescimento do reino de Deus na terra.

Para o cristão ser feliz ele precisa estar debaixo do governo do Espírito Santo...e precisa se adequar a constituição do reino.

Quem não tem para que morrer, não merece viver. Não importa o sofrimento e o prazer. O que importa é que a vida tenha um sentido.

A vida é bela, quando esta se torna significativa.






sábado, 4 de julho de 2009

O Segredo de Jim Cymbala

O Segredo de Jim Cymbala

Jim Cymbala é pastor do Tabernáculo do Brooklyn, em Nova Iorque. Quando ele começou servir àquela pequena igreja, localizada numa zona de má fama da grande cidade americana, o grupo tinha 25 membros. Hoje, cerca de seis mil pessoas frequentam os cultos do Tabernáculo de Brooklyn. Quando perguntado sobre o segredo do seu sucesso ministerial, ele prontamente respondeu: “Isso não aconteceu por causa das programações especiais, mas como resultado da intercessão”. No seu livro “A Oração Que Vence Barreiras”, ele escreve o seguinte: “Em sua essência, a oração intercessória toca Deus com uma das mãos enquanto a outra se estende para alcançar a pessoa por quem estamos orando”.
Sabendo que a oração não é o ponto forte de muitas igrejas e também de vários pastores, o segredo do pastor Jim Cymbala poderá ser um estímulo a uma mudança de estratégia. Em quase todo mundo há uma procura por segredos de sucesso ministerial. Com certa frequência surgem as novidades. Quando aparece um pastor com sucesso quantitativo em seu ministério, muita gente vai em busca do novo modelo. Em alguns casos, a cópia funciona. Noutros não.
O que Jim Cymbala disse não é, na verdade, um segredo pessoal. É apenas uma constatação: Quando oramos, algo de novo acontece. Quando os pastores e líderes oram, algo muda no seu ministério. Por que não repensar as nossas programações especiais e reavaliar a prática de oração de nossas vidas, como pastores e líderes, e de nossas igrejas? Será que o velho segredo ainda funcionaria? Parece-nos imperdoável quando em reuniões normais de oração de uma igreja, o pastor não participa. Todo pastor deveria ser um exemplo na oração e na intercessão.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

John Wesley e o avivamento Wesleyano



"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)

"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley

"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley

(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
O Grande Reavivament dos anos 1739 - 91 é frequentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espirtual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.
Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.
Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:
No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:

As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.

Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.

Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amdurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.

Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorream em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguem perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".
O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.
John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.